Bento Pereira Guerreiro
Antónia Joaquina Valente
Ana Paula Manta
Biografia
Comandante da Secção Fiscal da Mina de S. Domingos, 1956–1964
Cronologia
Data Facto
29 Nov. 1908 Nasce na freguesia de Aldeia Nova de S. Bento, concelho de Serpa — alentejano do distrito de Beja, tal como os três guardas anteriores. Filho de Bento Pereira Guerreiro e de D. Antónia Joaquina Valente. Grupo sanguíneo O.
10 Jan. 1925 Alista-se como voluntário, aos 16 anos, sendo incorporado na mesma data no Regimento de Infantaria n.º 17 — o quarto homem deste conjunto a passar pelo RI 17 de Beja.
18 Mar. 1931 Concedida a medalha militar de cobre da classe de comportamento exemplar (O.R. n.º 177).
11 Fev. 1936 Concedida a medalha militar de prata da classe de comportamento exemplar (O.R. do R.I. 17).
28 Jul. 1934 Casa com D. Ana Paula Manta.
16 Jul. 1940 Nasce o filho Mário Fernando Manta Pereira Guerreiro.
[s.d.] Louvado pelo comandante do R.I. 3 por, nas funções de encarregado da Secretaria do Batalhão de Mobilização durante seis meses, ter sabido suprir a falta do chefe orgânico atribuído àquela secretaria, demonstrando «qualidades de critério, dedicação, lealdade e manifesto interesse pelo serviço».
2 Mai. 1950 Louvado pelo Comando (O.R. 122).
1954 Frequenta o Curso da Escola Central de Sargentos, com 11,7 valores. Habilitações anteriores: 3.º curso de habilitação das Escolas Regimentais, com doze valores. Até 31 de Outubro de 1954 conta 29 anos e 297 dias de serviço.
8 Nov. 1954 Promovido a alferes por portaria publicada na O.E. n.º 11, 2.ª série, de 2 de Dezembro de 1954, contando antiguidade desde 1 de Novembro de 1954. Passa então ao Quartel-General da 4.ª Região Militar (Évora), n.º de ordem 33/P, a partir de 2-12-954.
1955 Louvado pelo chefe do Estado-Maior da 4.ª R.M. «pela competência e ponderação e interesse como desempenha as suas funções de adjunto da 3.ª Repartição deste Quartel-General» (O.S. do Q.G. da 4.ª R.M. n.º 252 de 1955).
1955 Licença disciplinar de 30 dias — a primeira de uma série anual que persistirá até 1963.
1956 Novo louvor do Chefe do Estado-Maior da 4.ª R.M.: tendo servido cerca de ano e meio no Quartel-General, primeiro como adjunto da 3.ª Rep. e depois como Tesoureiro do Conselho Administrativo por acumulação, revelou «apreciáveis qualidades de trabalho, inteligência e dedicação pelo serviço», desempenhando as funções «com notável aprumo, muita correcção e grande honestidade» (O.S. do C.G. da 4.ª R.M. n.º 124, de 1956).
A comissão na Mina de S. Domingos
Data Facto
25 Mai. 1956 Requisitado pelo Ministério das Finanças para comissão de serviço na Guarda Fiscal, passando à situação de adido (O.E. n.º 6, 2.ª série, de 7-7-956). É colocado no Comando da Secção Fiscal da Mina de S. Domingos, 4.ª Companhia do Batalhão n.º 2.
27 Mai. 1956 Assume o comando da Secção Fiscal da Mina de S. Domingos — data expressamente confirmada pela informação do comandante da Companhia em 1961.
7 Jul. 1956 Data formal da transferência do Q.G. da 4.ª R.M. para o Ministério das Finanças – Guarda Fiscal (O.C.G. 6, n.º de ordem 246/P).
27 Jul. 1956 Conferida a nota de assentos, no Quartel em Évora, pelo encarregado da escrituração e pelo comandante do Batalhão n.º 2.
1957 Licença disciplinar de 28 dias.
8 Nov. 1957 Promovido a tenente, por portaria publicada na O.E. n.º 12, contando antiguidade desde 1 de Dezembro de 1957.
1958 Licença disciplinar de 30 dias.
20 Abr. 1959 Por força do Decreto-Lei n.º 42.213, de 15.4.959, é considerado no Quadro do Serviço Geral do Exército (QSGE).
1959 Licença disciplinar de 29 dias.
1960 Licença disciplinar de 30 dias.
4 Jul. 1961 Chega à sua secção, promovido de Sagres, o 2.º sargento Francisco Vieira da Encarnação, colocado no posto do Pomarão. É a partir daqui que os dois percursos se cruzam diariamente.
3–19 Ago. 1961 Ausente do comando: a secção é entregue interinamente ao 2.º sargento Encarnação, «em substituição do 1.º-tenente» [?] — leitura a rever face a este novo documento, pois o titular era tenente do QSGE.
26 Ago. 1961 Requerimento redigido no Quartel da Mina de S. Domingos, dirigido ao General Comandante-Geral da Guarda Fiscal: pede transferência, «sem dispêndio para a Fazenda Nacional», para a 5.ª Companhia do mesmo Batalhão, na primeira vaga que ali se venha a dar.
29 Ago. 1961 Informação do comandante da Companhia: «É casado. Foi colocado no Comando da Secção da Mina de S. Domingos, da 4.ª Companhia, deste Batalhão, em 25.5.956, assumindo o respectivo Comando em 27. Não vejo inconveniente desde que seja substituído.» — fórmula idêntica, palavra por palavra, à que seria usada seis meses depois no requerimento do sargento Encarnação.
30 Ago. 1961 Despacho do Comando-Geral: «Aguarda oportunidade.»
17 Fev. 1962 O seu subordinado Francisco Vieira da Encarnação apresenta requerimento análogo, pedindo transferência para a Secção Fiscal de Tavira. Comandante e sargento pediam simultaneamente para sair da Mina de S. Domingos — um dado sociologicamente eloquente sobre a atractividade do posto.
31 Jul. 1962 É louvado pelo comandante da 4.ª Companhia, em O.S. n.º 7 da Companhia — louvor que, contudo, nunca foi transcrito em O.S. do Batalhão n.º 2 nem averbado nos seus documentos de matrícula, e cuja reclamação o ocupará cinco anos depois.
1962 Licença disciplinar de 24 dias; licença de domicílio de 8 dias.
1963 Licença disciplinar de 23 dias.
23 Mai. 1963 O sargento Encarnação desiste do seu pedido de transferência.
5 Abr. 1964 Cessa o comando da Secção Fiscal da Mina de S. Domingos e regressa ao Ministério do Exército por portaria dessa data, deixando de estar na situação de adido (O.E. n.º 10, 2.ª série, de 15.5.964). Comandara a secção durante 7 anos, 10 meses e 11 dias — de longe o comando mais longo documentado neste conjunto.
1 Out. 1964 Seis meses depois, o sargento Encarnação também deixa a Mina, para a Patrulha Móvel de Faro. Encerra-se assim a equipa que geriu o sector fronteiriço de Mértola no início dos anos 60.
Depois disso foi incorporado em 2 comissoes na guerra colonial em Angola.







