Bento Valente Pereira Guerreiro

Nome do Pai: 

Bento Pereira Guerreiro

Nome da Mãe: 

Antónia Joaquina Valente

Data de Nascimento: 
1908-11-29
Local do Registo: 
Aldeia Nova de São Bento
Distrito / Pais (se for estrangeiro): 
Beja
Concelho: 
Serpa
Freguesia: 
Aldeia Nova de São Bento
Local de Nascimento: 
Aldeia Nova de São Bento
Estado Civil: 
Casado
Nome do Cônjuge: 

Ana Paula Manta

Data do Casamento: 
1934-07-28
Local do Casamento: 
Moura
Data de Falecimento: 
1982-10-05
Informação Pessoal: 

Biografia

Assento de Nascimento: 
Assento de Casamento: 
Empresa: 
Guarda fiscal
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Profissão / Categoria: 
Guarda fiscal
Serviço: 
Guarda fiscal
Local de Trabalho: 
Mina de São Domingos
Ficha do Sindicato: 
Notas adicionais: 

Comandante da Secção Fiscal da Mina de S. Domingos, 1956–1964

Cronologia
Data Facto
29 Nov. 1908 Nasce na freguesia de Aldeia Nova de S. Bento, concelho de Serpa — alentejano do distrito de Beja, tal como os três guardas anteriores. Filho de Bento Pereira Guerreiro e de D. Antónia Joaquina Valente. Grupo sanguíneo O.
10 Jan. 1925 Alista-se como voluntário, aos 16 anos, sendo incorporado na mesma data no Regimento de Infantaria n.º 17 — o quarto homem deste conjunto a passar pelo RI 17 de Beja.
18 Mar. 1931 Concedida a medalha militar de cobre da classe de comportamento exemplar (O.R. n.º 177).
11 Fev. 1936 Concedida a medalha militar de prata da classe de comportamento exemplar (O.R. do R.I. 17).
28 Jul. 1934 Casa com D. Ana Paula Manta.
16 Jul. 1940 Nasce o filho Mário Fernando Manta Pereira Guerreiro.
[s.d.] Louvado pelo comandante do R.I. 3 por, nas funções de encarregado da Secretaria do Batalhão de Mobilização durante seis meses, ter sabido suprir a falta do chefe orgânico atribuído àquela secretaria, demonstrando «qualidades de critério, dedicação, lealdade e manifesto interesse pelo serviço».
2 Mai. 1950 Louvado pelo Comando (O.R. 122).
1954 Frequenta o Curso da Escola Central de Sargentos, com 11,7 valores. Habilitações anteriores: 3.º curso de habilitação das Escolas Regimentais, com doze valores. Até 31 de Outubro de 1954 conta 29 anos e 297 dias de serviço.
8 Nov. 1954 Promovido a alferes por portaria publicada na O.E. n.º 11, 2.ª série, de 2 de Dezembro de 1954, contando antiguidade desde 1 de Novembro de 1954. Passa então ao Quartel-General da 4.ª Região Militar (Évora), n.º de ordem 33/P, a partir de 2-12-954.
1955 Louvado pelo chefe do Estado-Maior da 4.ª R.M. «pela competência e ponderação e interesse como desempenha as suas funções de adjunto da 3.ª Repartição deste Quartel-General» (O.S. do Q.G. da 4.ª R.M. n.º 252 de 1955).
1955 Licença disciplinar de 30 dias — a primeira de uma série anual que persistirá até 1963.
1956 Novo louvor do Chefe do Estado-Maior da 4.ª R.M.: tendo servido cerca de ano e meio no Quartel-General, primeiro como adjunto da 3.ª Rep. e depois como Tesoureiro do Conselho Administrativo por acumulação, revelou «apreciáveis qualidades de trabalho, inteligência e dedicação pelo serviço», desempenhando as funções «com notável aprumo, muita correcção e grande honestidade» (O.S. do C.G. da 4.ª R.M. n.º 124, de 1956).
A comissão na Mina de S. Domingos
Data Facto
25 Mai. 1956 Requisitado pelo Ministério das Finanças para comissão de serviço na Guarda Fiscal, passando à situação de adido (O.E. n.º 6, 2.ª série, de 7-7-956). É colocado no Comando da Secção Fiscal da Mina de S. Domingos, 4.ª Companhia do Batalhão n.º 2.
27 Mai. 1956 Assume o comando da Secção Fiscal da Mina de S. Domingos — data expressamente confirmada pela informação do comandante da Companhia em 1961.
7 Jul. 1956 Data formal da transferência do Q.G. da 4.ª R.M. para o Ministério das Finanças – Guarda Fiscal (O.C.G. 6, n.º de ordem 246/P).
27 Jul. 1956 Conferida a nota de assentos, no Quartel em Évora, pelo encarregado da escrituração e pelo comandante do Batalhão n.º 2.
1957 Licença disciplinar de 28 dias.
8 Nov. 1957 Promovido a tenente, por portaria publicada na O.E. n.º 12, contando antiguidade desde 1 de Dezembro de 1957.
1958 Licença disciplinar de 30 dias.
20 Abr. 1959 Por força do Decreto-Lei n.º 42.213, de 15.4.959, é considerado no Quadro do Serviço Geral do Exército (QSGE).
1959 Licença disciplinar de 29 dias.
1960 Licença disciplinar de 30 dias.
4 Jul. 1961 Chega à sua secção, promovido de Sagres, o 2.º sargento Francisco Vieira da Encarnação, colocado no posto do Pomarão. É a partir daqui que os dois percursos se cruzam diariamente.
3–19 Ago. 1961 Ausente do comando: a secção é entregue interinamente ao 2.º sargento Encarnação, «em substituição do 1.º-tenente» [?] — leitura a rever face a este novo documento, pois o titular era tenente do QSGE.
26 Ago. 1961 Requerimento redigido no Quartel da Mina de S. Domingos, dirigido ao General Comandante-Geral da Guarda Fiscal: pede transferência, «sem dispêndio para a Fazenda Nacional», para a 5.ª Companhia do mesmo Batalhão, na primeira vaga que ali se venha a dar.
29 Ago. 1961 Informação do comandante da Companhia: «É casado. Foi colocado no Comando da Secção da Mina de S. Domingos, da 4.ª Companhia, deste Batalhão, em 25.5.956, assumindo o respectivo Comando em 27. Não vejo inconveniente desde que seja substituído.» — fórmula idêntica, palavra por palavra, à que seria usada seis meses depois no requerimento do sargento Encarnação.
30 Ago. 1961 Despacho do Comando-Geral: «Aguarda oportunidade.»
17 Fev. 1962 O seu subordinado Francisco Vieira da Encarnação apresenta requerimento análogo, pedindo transferência para a Secção Fiscal de Tavira. Comandante e sargento pediam simultaneamente para sair da Mina de S. Domingos — um dado sociologicamente eloquente sobre a atractividade do posto.
31 Jul. 1962 É louvado pelo comandante da 4.ª Companhia, em O.S. n.º 7 da Companhia — louvor que, contudo, nunca foi transcrito em O.S. do Batalhão n.º 2 nem averbado nos seus documentos de matrícula, e cuja reclamação o ocupará cinco anos depois.
1962 Licença disciplinar de 24 dias; licença de domicílio de 8 dias.
1963 Licença disciplinar de 23 dias.
23 Mai. 1963 O sargento Encarnação desiste do seu pedido de transferência.
5 Abr. 1964 Cessa o comando da Secção Fiscal da Mina de S. Domingos e regressa ao Ministério do Exército por portaria dessa data, deixando de estar na situação de adido (O.E. n.º 10, 2.ª série, de 15.5.964). Comandara a secção durante 7 anos, 10 meses e 11 dias — de longe o comando mais longo documentado neste conjunto.
1 Out. 1964 Seis meses depois, o sargento Encarnação também deixa a Mina, para a Patrulha Móvel de Faro. Encerra-se assim a equipa que geriu o sector fronteiriço de Mértola no início dos anos 60.

Depois disso foi incorporado em 2 comissoes na guerra colonial em Angola.