António Maurício de Vargas

Nome do Pai: 

António Maurício de Vargas

Nome da Mãe: 

Maria de Assunção Dias

Data de Nascimento: 
1871-??-??
Local do Registo: 
Beja
Distrito / Pais (se for estrangeiro): 
Beja
Concelho: 
Beja
Freguesia: 
Beja
Local de Nascimento: 
Beja
Estado Civil: 
Casado
Nome do Cônjuge: 

Eugénia Novaes de Vargas

Local do Casamento: 
Capela da Mina de São Domingos
Nome do Cônjuge (2ªs núpcias): 
Foto do 2º Cônjuge: 
Data do Casamento (2ªs núpcias): 
1898-04-17
Nome do Cônjuge (3ªs núpcias): 
Foto do 3º Cônjuge: 
Residência - Localidade: 
Mina de São Domingos
Data de Falecimento: 
1936-12-20
Local de Falecimento: 
Mina de São Domingos
Informação Pessoal: 
Assento de Casamento: 
Empresa: 
Mason and Barry, Ltd.
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Departamentos: 
Hospital
Profissão / Categoria: 
Médico
Habilitações Literárias: 
Licenciatura em Medicina
Serviço: 
Hospital
Local de Trabalho: 
Mina de S. Domingos
Notas adicionais: 

António Mauricio de Vargas nasceu em 1871 e foi médico na Mina de S. Domingos durante 37 anos (entre 1897 e 1934), considerado um benemérito pela sua acção junto dos mais desfavorecidos.

Em 1898, Casou em segundas núpcias com Maria Teresa Abecasis e tiveram 5 filhos: Fernando Abecasis Vargas; Eugénia Abecasis Vargas; Maria Teresa de Abecasis Vargas; José Abecasis Vargas; e Rosália Abecasis Vargas. Enviuvou em 1918, voltando a casar alguns anos depois com Lucinda de Brito com quem teve mais uma filha: Maria Manuel Brito Vargas.

Foi Presidente da Câmara Municipal de Mértola entre 1923 e 1926 e foi ainda o principal fundador do Centro Republicano 5 de Outubro e da Sociedade Cooperativa Família Económica.

António Mauricio Vargas foi também um entusiástico fotógrafo amador, sendo que muitas fotografias da Mina de S. Domingos dessa época são da sua autoria.

POEMA

O que o Dr. Vargas me fez,

agradeço eu todo o bem

seja à saúde de quem goza

por almas de quem lá tem.

Eu já não podia andar,

nem a pé nem a cavalo,

sinto os ossos dar um estalo

este grande peso baixar,

o sangue em certo lugar

fazia-se em diferentes cores,

e aumentavam as dores

de momento, dia a dia,

eu pouco tempo vivia

se não fosse o senhor doutor.

Já perguntei quanto era,

vejo que não posso pagar

deixo-lhe o céu e a vida,

mais nada posso deixar.
Sobre este poema Alice Ruivo diz: «Estes versos encontrei nos manuscritos que pai deixou. Creio que era dirigido ao dr. Vargas por um doente que lhe ficou grato pela assistência prestada, duma forma gratuita.»